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quinta-feira, 12 de março de 2009

Ugly Kid Joe - American Least Wanted


Certo, você deve ter olhado o nome da banda e ter pensado: "Que porra de banda é essa???". Espere, um dos mais conhecidos hits do rock os pertence, e está neste cd. Foi através dele que conheci a banda e consequentemente este álbum. Para mim um dos 10 melhores do rock'n'roll.


banda
O Ugly Kid Joe realmente só fez sucesso no início dos anos 90. Chegaram até a participar do Hollywood Rock '94 aqui no Brasil, porém não conseguiram passar disso. Ah, o ex-baterista toca hoje no Godsmack.

álbum
Agora vou falar desse disco. Em primeiro lugar, a capa. Nos EUA ela chegou a ser censurada, tendo a banda a ser forçada a editar outra. Também, basta ve-la e não precisa nem perguntar. Mesmo assim, a capa alternativa não deixa por menos.
Bem, coloque o disco e deixe rolar. Uma pequana distorção se emenda com o grudento riff incial de "Neighboor". Um hit meio grunge, meio hard rock. Muito boa. A letra, trata de forma satírica a comparação de uma boa e uma miserável vida.
"It's a devil music" frase inicial que remete bem o que voc6e vai escutar na sequência. "Goddamn Devil"é mágica, hipinotisante, logo você começará a cantar o seu refrão: "Eu sou o maldito diabo, satanás se preferir". Sempre voltasda o humor, a letra fala de penitências, que realmetne mostram a maldade que há no inferno.
A eterna lei, música 3 pop. "Come Tomorrow". Música boa, letra confusa. Confusa no sentido, anti-baladinha. Mesmo assim uma música que consegue chamar a atenção a partir da terceira vez que você a escuta.
Agora um ponto muito forte do álbum. Sinta junto com a música 4 os acordes soarem. Imagina isso ao vivo... e logo em seguida, a explosão, a vontade de enlouquecer. Essa é “Panhandlin' Prince”. Acompanhando a sua forte melodia, uma letra totalmente agressiva, retratando os preconceitos e escolhas da sociedade. Vale a pena conferir ;]
Na sequência, vem: "Busy Bee", uma perfeita música MTV e "Don't Go" um pouco mais pesada. Não são as melhroes do discos, mas ocupam bem os espaço que estão...
Agora, "So Damn Cool" reergue o poder do disco. Uma paulada no gato com o peso de uma bigorna. Muito boa mesmo. Versos misteriosos, refrão grudento. Porque existem pessoas que nos damos tão bem em pouco tempo? E porque muitas delas não são verdadeiras? Escute e tire suas conclusões.
"Same Side" uma verdadeira música do Red Hot Chilli Peppers...
"Cats in the Crandle" tem a difícil função de fazer o disco vender. Conseguiu. E mais, essa é uma puta música, capaz de agradar qualquer tipo de público. Ideal para noites no violão e cerveja.
Pule, "I'll Keep Tryin"... mas ela tem um riff legal. Bem, se quiser ouvir, ouça... hahaha
Toda essa pressa, se resume nas próximas músicas.
Lembra daquela música que falei que foi o motivo do meu conhecimento por esta banda? Aqui está ela: "Everthing About You". Trilha sonora de "Quanto mais idiota melhor" , essa música realmente é um clássico. Seu riff cola em sua cabeça e não sai mais. Junto a ela, agressividade, carisma, guitarra... tudo junto... Se um dia você fizer uma coletânea de rock'n'roll não se esqueça de adicioná-la. Essa música, conseguiu levar um EP (disco com em média 6 músicas) ao topo das paradas. Junto a ela, "Madman". Uma viagem a Disneilêandia do hard rock! A letra é hilária, contando uma história aparentemente saída dos filmes de assassinos. Porém, uma semelhança é existente, principalmente na hora em que você quer quebrar tudo... Um verdadeiro ROCK!!!
"Mr. Recordman" finaliza o álbum de uma forma fraca. Poderia ser melhor... Mas quem precisa de uma música boa, depois de ouvir todas aquelas porradas Hard Grunge Rock antes???

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sex Pistols - Never Mind the Bollocks. Here's the Sex Pistols




Dois anos, esse foi o tempo de existência dos Sex Pistols. Tempo suficiente para eles mudarem de vez o Rock'n'Roll. O cenário era um Reino Unido ainda se recordando da felicidade vivida nos anos 60, porém a realidade outra. O desemprego era um verdadeiro pesadelo na época.

banda

Para um conjunto que em seus shows não dava a mínima importância para a música, e o lado sonoro nunca foi o seu forte, nada como a colorida capa do álbum. A frase levemente ofensiva, "Abaixo os idiotas" chegou a ser barrada em várias lojas de discos, que se rejeitavam em vendê-lo. Somando a isso, escânda-los, um vocalista que nunca havia cantado e um baixista que não conhecia nenhuma nota musical. Pronto, agora você imagina o que viria: um dos melhores álbuns de todos os tempos.
álbum

"Holidays in the Sun" abre o disco. A bateria ecoa nos primeiros segundos, até a guitarra soar, então a explosão em um ritmo alucinante. A letra fortalece ainda mais o seu poder, citando críticas a segunda grande guerra. Isso mudaria a atitude de uam geração.

Agressivamente feroz, isso é "Bodies" que cita uma dupla visão do aborto, por parte da mãe e do próprio bebê que implora sua existência, mesmo sendo tratado como um animal.

O egoísmo e a mentira da sociedade, são lembrados respectivamente em "No Feelings" e "Liar", porém o grande apíce está por vir...

Lançada em pleno jubileu de prata da rainha Elisabeth II, "God Save the Queen" mostra todo o desprezo governamental pelos seus cidadões, onde cada um tem que criar o próprio jogo para poder ser alguém na vida. "Não há futuro para você" aos berros, a melhor forma de Rotten finalizar esse clássico do rock.

"Problems" retorna aos problemas da socieda inglesa da época, já "Seventeen"... bem o refrão diz tudo: "eu sou um vagabundo". Bem-vindo aos anos 70!

Agora outro clássico. Desde a capa desse compacto, até a sua última palavra: destruir! A bandeira toda remendada é o cartão de visita a essa ácida crítica social britânica. Eles não querem o governo anarquista, mas apenas suas idéias. Seria sentimento acima de poder. "Não sei o que eu quero/ Mas sei como conseguir".

"Submission", adivinhe? Mais críticas ao modo 'chá das 5' de ser, porém uma atitude inesperada em "New York" onde claramente são satirizados os modos e as origens do sonho americano.

Porém, ambas não são quase nada perto das duas próximas:

"Pretty Vacant" onde guitarristas ruins tem vez, e punks também são divertidos e despreocupados.

"E.M.I." seria a gravadora? Sim, e não. Seriam todas, sempre contratando mais do mesmo e ignorando novos músicos. Porém o fantasma do primeiro contrato assombra a música, basta lembrar que tanto EMI e A&M demitiram os Sex Pistols, mesmo com a alta vendagem de seus discos. A Virgin os recrutou. Tentaram barrá-los, sorte que eles não conseguiram, mas mesmo assim: "Oi, EMI Tchau, A&M"

quarta-feira, 4 de março de 2009

Nirvana - Nevermind


Logo que Kurt Cobain iniciou os acordes da então desconhecida "Smells Like Teen Spirit" no dia 17 de abril de 1991 em um hotel em Seattle, o rock'n'roll jamais seria o mesmo.

produção


Aclamado pela crítica, Nevermind pode ser considerado o toque inicial da invasão do alternativo ao maistream. O produtor Butch Vig, conseguiu organizar a banda. Utilizando duplos vocais, fortaleceu o ponto mais forte da banda: a voz de Kurt. A bateria, sua especialidade, também foi perfeitamente gravada, dando força e energia as canções.

banda

A entrada do empolgante Dave Grohl, que veio para tapar uma dificuldade da banda de encontrar bateristas, deu poder ao som da banda. Chris Novoselic, que nunca foi um diferencial, foi outra peça importante, já que sem ele, o Nirvana dificilmente teria feito um caminho tão seguro no meio musical. E para finalizar, Kurt Cobain, com seus riffs contagiosamente simples, porém com letras poderosas, que conseguiram atingir um grande número de fãs, agora sim prontos para uma revolução.

álbum


A capa nos mostra o já cedo desejo pelo dinheiro, este que aparenta tentar nos salvar da grande maioria de situações. O próprio dinheiro e fama que iriam acabar com essa grande banda.
"Smells Like Teen Spirit", o hino da geração 90, é o passaporte inicial para aqueles próximos melhores 42 minutos de sua vida. Ela possui o riff, a batida, a melancolia, o grito e principalmente a raiva. Raiva descontada em uma mocidade aparentemente perdida, mas que soube reconhecer um gênio na hora que ele se apresentou ao público.
Logo em seguida, "In Bloom" consegue manter o nível de boa música, apresentando na hora mais importante do rock, um solo totalmente barulhento, quebrando todas as regras e dizendo: isso é o grunge!
"Come as you are" mantém a eterna lei da música baladinha número 3. Porém, não pode ser descartada de ser ouvida, já que possui um letra pesada, que remete as dificuldades de aceitação em uma sociedade já formada.
A paulera corre solta no cd. "Breed" e a anti-maxista "Territorial Pissings" são prova de que a banda não deixa tijolo por tijolo em seus shows. Você, com certeza, terá vontade de destruir tudo por alguns minutos.
Agora calma. A música 5 é "Lithium". Respire fundo antes de ouvir uma das melhores músicas da história. Um leve toque deprimido te atingirá nos versos, porém o próprio refrão te dirá o que fazer: "Eu gosto disso, e sei que não vou enlouquecer!"
A calma música "Polly" aparenta ser a pausa para você descansar antes de terminar de ouvir o cd. Mas logo você verá o quanto sombria essa música pode ser, passando-nos a visão de um estuprador.
O que seria o lado B do álbum continua de forma perfeitamente boa. Ouça todas na ordem: "Territorial Pissings" (já citada), "Drain You", "Lounge Act", "Stay Away" e "On a Plain".
Até que você escutará um som vindo de um violão levemente desafinado de 5 cordas. Sim, e desda forma que Kurt finaliza a obra-prima do Nirvana. Sua voz em "Something in the Way" é apenas um sussurro leve e triste. Um coringa que ele guardava antes mesmo do início das gravações.